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A face oculta da ingratidão

A face oculta da ingratidão

A face oculta da ingratidão

A face oculta da ingratidão esconde o lado mais tenebroso e perverso do ser humano e só é perceptível após uma análise mais minuciosa  das atitudes e comportamentos da pessoa beneficiada por atos de benevolência e caridade do beneficiador.

A ingratidão está presente em nosso dia a dia e nem sempre observamos sua manifestação através das atitudes explicitadas pelos próprios familiares, empregados e empregadores, amigos, relacionamentos amorosos e nos meios sociais.

 ORGULHO, A FACE OCULTA DA INGRATIDÃO

Miguel Cervantes já dizia que “a ingratidão é filha da soberba”!

Esta assertiva leva-nos a concluir que por trás de uma simples atitude de falta de reconhecimento pelos benefícios recebidos gratuitamente esconde-se um sentimento de orgulho, mas não aquele orgulho que traduz a satisfação pela capacidade de realização, pelas conquistas e alegrias.

Referimo-nos aquele orgulho a que a Bíblia define como um dos sete pecados capitais que se caracteriza pela pretensa superioridade e desmesurada arrogância.  A pessoa ingrata é antes de tudo uma pessoa orgulhosa que se julga superior e se recusa a reconhecer que em algum momento precisou e usufruiu de favores daquele que lhe beneficiou.

A ingratidão evidencia que o beneficiário não só não reconhece a atitude do beneficiador, mas que dentro de si está latente uma intensa infelicidade da alma. A pessoa ingrata é uma pessoa infeliz por natureza. Para ela o beneficiador não fez nada mais que sua obrigação, apenas ela é merecedora dos benefícios que lhe foram proporcionados.

Ao lado da soberba a pessoa ingrata carrega também o egoísmo que se manifesta por atitudes menos digna na medida em que busca a satisfação própria antes de qualquer outra coisa.

Ambos os sentimentos fazem da pessoa ingrata uma pessoa infeliz, amarga.

Entretanto, não se deve esquecer que também podemos ver a face oculta da ingratidão do lado do beneficiador e ela se manifesta quando este faz algum bem para poder se vangloriar e engrandecer-se diante do beneficiado e daqueles que o rodeiam

Evidentemente não é possível medir a grandeza ou profundidade da dor provocada pela ingratidão. Seja qual for a razão ela produz uma dor que não é física, mas que por isso mesmo não é dimensionável nem menos intensa.

Entretanto, é possível afirmar que a dor da ingratidão provocada por pessoas ligadas por laços afetivos de parentescos, principalmente entre pais e filhos, irmãos e irmãs é muito mais intensa e desumana porque se revela mais mesquinha e ignora os anos de dedicação, de carinho e despojamento.

Por isso mesmo quando se vê filhos que deixam seus pais idosos a Deus dará, jogados a sua própria sorte, nasce o momento de refletirmos sobre o sentido da vida, da família e dos relacionamentos interpessoais

Sobre o autor | Website

O autor tem formação superior em direito. No entanto, seu objetivo neste blog é ajudar as pessoas encontrarem o equilíbrio necessário para o seu desenvolvimento pessoal. Para tanto pretende abordar temas que contribuam com o aprendizado espiritual e, principalmente, possam despertar em cada um valores de maior significado e importância e lhe desperte a consciência de que agora não é só tempo de ganhar, mas que também é tempo de sonhar, amar, agradecer e perdoar,

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1 Comentário

  1. suelen disse:

    Caro Washington, Seu artigo me fez refletir sobre várias questões de abandono seja do idoso ou de uma criança indefesa.
    Como assistente social devo dizer que o abandono é uma realidade cruel, atual e que precisa da criação de políticas públicas inovadoras.
    No final de tudo o que sabemos perfeitamente é que o seio da família foi afetado, que o amor fraterno não tem sido motivado e que cada um só quer saber de si mesmo. É triste, mas é a verdade.